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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Nomes EXÒTICOS




Muito antes de surgir a idéia de fazer esse blog eu já contava minhas pérolas em algumas oportunidades. E como eu já comentei, isso sempre provocou risos entre os amigos durante refeições.... entre colegas da profissão durante um cafezinho.... MAS...ninguém nunca curtiu tanto as minhas pérolas como a minha “Siriguelinha”.

Ela sim é minha fã número 1!!!! Uma amiga impar que surgiu em minha vida em um momento especial e encantador. Esse apelidinho carinhoso é porque ela é apaixonada por siriguela. Mas o fato é que esses dias “Dona Siriguelinha” me pediu para escrever uma pérola que ela amaaaaa!!!! Mas infelizmente não vou poder atender ao pedido (por completo....como eu conto ao vivo e com todas as cores, risos)!

Sorry! È porque a pérola é sobre a origem do nome de uma paciente.

Aliás... se eu fosse escrever pérolas sobre nomes EXÒTICOS de pacientes....acho que todos os dias eu chegaria aqui com uma novidade. Eu tenho inúmeros exemplos, mas não posso contar.

Bom, eu não posso dizer o nome com todas as letrinhas...hehhehehehe
Mas vou contar mais ou menos a historinha.... ai cada um fica ai imaginando qual é o nome!

Eu peguei o prontuário para chamar a paciente para realizar a consulta e não consegui ler o nome, então perguntei:

- Qual o seu nome?

E a moça disse. Mas mesmo assim ficou na mesma. Um nome muito estranho. Sem nenhum sentido. E como eu tenho por hábito perguntar a todos os meus pacientes que são abençoados pelos seus pais com esses nomes “exóticos” a origem (motivo) do nome, assim eu fiz. Só que nessa ocasião a mãe estava acompanhando a moça e sorrindo respondeu:

- Doutora, eu trabalhava na casa de um patrão muito granfino. E ficava por horas passando aquelas camisas bonitonas dele. Ai eu via que tinha escrita em muitas três palavrinhas que eu achava lindo. E imaginei que deveria ser muito dos importante né. Ai eu anotei em um papel as três palavrinhas bem juntinhas e guardei para colocar em uma filha mulher minha.

Ai a minha ficha caiu!
E espero que a de vocês também!
Conto o milagre, MAS NUNCA o santo!

terça-feira, 20 de julho de 2010

"Dona Ana"


Hoje foi o retorno da minha paciente mais mocinha. “Dona Ana”, uma senhorinha de 92 anos compareceu para apresentar os resultados dos exames de rotina. Uma saúde de ferro.Uma doçura encantadora.

Isso não é uma pérola. È uma homenagem a Dona Ana. Um agradecimento a essa jovem senhora pelos minutos agradáveis que me proporcionou essa tarde. Por ter confiado a mim, por algum momento, sua saúde e sua intimidade. Confidenciando lições de vida enquanto eu avaliava os resultado dos seus exames. Sem nenhuma pressa. Aliás, na verdade, no meu intimo o desejo era convidá-la para tomar um café e escutar todas as coisas que aqueles olhos já viram... aquele doce coração já sentiu. Enfim,......

No final da consulta ela me pediu um abraço, perguntou meu nome mais uma vez....Repetiu meu nome em voz alta... Elogiou o nome... Elogiou meus cuidados e minha atenção.... E disse que nunca vai esquecer meu nome.

Sem palavras.....


OBS: Essa foto me fez lembrar a Dona Ana, porque é de uma senhora feliz e que se cuida (está tomando um copo de leite). E segundo ela: “Eu me cuido muito, Doutora!”.

sábado, 17 de julho de 2010

O segredo: é no dente!!!!


“Sr.Clovis”¹ na primeira consulta queria apenas saber como estava sua “teimosa pressão”. Esse paciente entra na minha lista de pacientes bem humorados que tornam o meu atendimento um presente de Deus. E assim a cada dia eu amo mais a minha profissão!

Aferi a pressão do Sr Clovis que, na verdade, precisou apenas de mais um ajuste para chegar ao alvo desejado. Agendei seu retorno para verificar se o objetivo foi atingido. Após o tempo determinado Sr. Clovis compareceu com sua pontualidade britânica para sua segunda consulta:

- Então Sr. Clovis, usou a medicação conforme combinamos?
- Sim senhora!
- Então vamos conferir se conseguimos nosso objetivo.

Meta atingida! Sr. Clovis, se sentindo mais desinibido, desejava abordar outro assunto também:

- Sabe Doutora, com a pressão então ficou tudo tranquilo, né. Mas vou ser franco com a senhora.
- Pode falar, Sr Clovis.
- A senhora sabe que eu não sou mais um garotão. Já passei dos 60 anos. Mas ainda gosto de jogar uma bolinha com a patroa. A senhora me entende né?
- Sim senhor.

Nesse momento, eu abandonei a caneta, o prontuário e busquei uma posição mais confortável na cadeira. Senti que era hora de ser mais amiga do que médica.

- Então! Com esse negócio de idade... “juntado” com esse negócio de pressão e outras coisas que agente vai carregando ai com o passar das primaveras. Sabe, né?
- Sei sim senhor.
- Então! Fica difícil bater bolinha ao natural. De ser feliz! De agradar a velhinha lá de casa. A senhora entende Doutora?
- Entendo sim senhor.
- Como minha grana é curta...eu não consigo comprar o “azulzinho” ². Então, resolvi comprar o “genérico lá da terra das muambas". Tem um rapaz que vende lá onde eu trabalho. O que a senhora acha disso?
- Olha esse “genérico”³ não tem registro na ANVISA. Ou seja, além das implicações legais que o senhor já deve ter ouvido falar por ai... existe também o fato de ninguém garantir o que contem no comprimido, a qualidade do mesmo. E as conseqüências que o uso pode provocar no organismo.
- Sei. Olha Doutora. Eu não entendo esse negócio de ANVISA não viu. Mas a única coisa que eu sei é que ele funciona que é uma beleza!!!! E tem um segredo!
- Qual o segredo?
- Partir o comprimido ao meio para tomar. Mas não é com a mão ou com a faca não! È assim ó: no dente! Assim garante o produto!!!! E a felicidade é geral!!

Rimos bastante e continuamos as explicações sobre o tal “genérico”.


OBS:
¹ Lembrando: A identidade de nenhum paciente é revelada por questões de ética profissional (todos os nomes são alterados).
² Medicamento para disfunção erétil. Mesmo o mundo sabendo o nome comercial ® do “ azulzinho” eu não vou citar aqui...hehhehe. Afinal, eles já estão ricos demais. Não precisam da minha propaganda.
³ Usei essa expressão “genérico” para evitar o uso do nome real da medicação que o paciente desejou fazer referência. Não é o que está sendo comercializado no Brasil após o vencimento da patente do Azulzinho nao....é outrooo!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Eles balançam...


Hoje atendi uma jovem senhora super simpática. Adoro receber pacientes bem humorados. Assim o meu dia fica mais ameno.

Era um caso de Litíase Renal bilateral (“pedra nos rins). Um quadro recorrente, com cirurgia prévia e já algumas complicações em evidências. Mas mesmo assim “Dona Márcia” mantinha seu bom humor. Fez uma pergunta:

- Doutora, rim mexe?
- Não, Dona Márcia.

Ela me lançou um olhar de indignação. E continuou:

- Olha, Doutora....os meus mexem sim! Eles balançam!

Resolvi entender o que ela estava tentando me dizer.

- Mas balançam todos os dias?
- Não, às vezes.
- E quando balançam se colocar a mão consegue sentir?
- Não!
- Faz algum barulho?
- Não!

E sorrindo ela disse:
- Mas se fizesse acho que seria: Socorro! Socorro!


E continuou:
- Doutora, quando eu fiz a cirurgia no rim esquerdo o médico disse que eu tinha o rim “de veado”. Ai eu fiquei encabulada, sabe. Nunca ouvi falar que ninguém tinha rim “de veado”. No outro dia depois da cirurgia eu tive que perguntar sobre esse negócio de rim “de veado”.
- E o que ele disse?
- Disse que não era: “de veado”!!! O bicho, entende? Risos! Que era um pouco torto, desviado! Mas a senhora viu ai na ultrassonografia se ele ainda é desviado?

E aproveitando o clima descontraído eu respondi:
- Não é não! Acho que de tanto balançar...desentortou!
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